Tintaglia | Curadoria Fantástica

Selo Octavia E. Butler

Você encontrará este selo em livros com: 

diversidade étnica ou cultural

protagonismo preto

autoria preta


“Comecei a escrever sobre poder porque era algo que eu tinha muito pouco” – é assim que começa o livro de maior sucesso de Octavia E. Butler. 

Nascida na Califórnia em 1947, foi criada principalmente pela avó – seu pai, engraxate, morreu ainda jovem, e sua mãe trabalhava o dia todo como empregada doméstica. Aos doze anos, depois de assistir a um filme que considerou muito ruim, Octavia concluiu que podia criar histórias melhores do que aquela, e, a despeito de sua dislexia, decidiu tornar-se escritora. O tratamento que ela via a mãe receber dos patrões ricos e suas próprias experiências com o preconceito e a opressão inspiraram suas narrativas, escritas sempre em primeira pessoa. O medo, os pensamentos, sofrimentos e sentimentos dos pretos – especialmente das mulheres pretas – encontraram voz em seus livros, algo inédito na história da ficção científica até então, o que lhe valeu o título de pioneira do afrofuturismo.

Apesar da ascendência africana de seus protagonistas, as comunidades criadas em seus livros apresentavam personagens de diversas etnias e até mesmo espécies diferentes. A “Grande Dama da Ficção Científica” faleceu em 2006, e, para homenageá-la, foi criada uma bolsa com seu nome, destinada a escritores pretos que queiram estudar na escola de escrita criativa que ela cursou e na qual, depois, lecionou.